O Clube do Remo está passando por um importante momento de reorganização interna. Com o objetivo de acompanhar os avanços do futebol moderno, o Conselho Deliberativo aprovou o novo Estatuto Social, que começa a vigorar em 2026. A atualização traz mudanças significativas que refletem uma visão mais profissional e transparente na gestão do Leão.
Uma das principais novidades do novo Estatuto está na regulamentação para a possível criação da Sociedade Anônima de Futebol (SAF). O clube agora estabelece etapas rígidas para essa decisão, que exigirá a aprovação do Conselho Diretor (CODIR), do Conselho Deliberativo (CONDEL) e, por fim, dos sócios em Assembleia Geral Extraordinária (AGE). Isso garante que a transformação seja debatida e aprovada de forma democrática e cuidadosa.
Outra mudança importante é a criação de uma 'quarentena' política, que impede dirigentes de assumirem cargos na futura SAF por um período de seis anos após deixarem suas funções no clube. Também fica protegido o patrimônio histórico e social do Leão, que não poderá ser transferido para essa nova estrutura. Dessa forma, o Remo mantém suas raízes mesmo diante das novidades.
Nas eleições, o Estatuto de 2026 endurece as exigências para os candidatos. A principal é o tempo mínimo de associação, que subiu de seis para dez anos ininterruptos para quem desejar disputar cargos no CODIR ou na Assembleia Geral. Além disso, há uma quarentena interna para que presidentes e vice-presidentes não possam concorrer imediatamente a outras funções similares em diferentes poderes do clube.
O Conselho Deliberativo também terá regras mais rígidas. A chapa deve alcançar pelo menos 2% dos votos válidos para garantir assento, e as faltas serão mais fiscalizadas, com perdas automáticas do mandato em casos de ausência sem justificativa de dois encontros consecutivos ou três alternados no mesmo ano. Isso traz mais responsabilidade e compromisso à liderança do Remo.
Outro ponto de destaque é a possibilidade de remuneração para diretores e gestores. Diferente do Estatuto anterior, que proibia pagamentos, o texto permite salário desde que autorizado no orçamento, abrindo espaço para profissionalização dos cargos administrativos. O Conselho Fiscal fica mais técnico e atuante, com novas obrigações para aprovar grandes obras e contratos importantes.
Para os sócios, o novo Estatuto traz benefícios interessantes. A perda do título por inadimplência agora considera um prazo maior, de 24 meses, e garante descontos de 50% nos ingressos de jogos em casa para quem está em dia. Também estão previstos descontos em produtos oficiais e convites mensais para as dependências do clube, valorizando ainda mais quem apoia o Leão.
O documento reforça ainda a identidade do clube, citando expressamente o Remo Olímpico como modalidade fundadora e protegendo oficialmente o mascote Leão Malino contra usos inadequados, especialmente políticos. Os uniformes também recebem atenção: está proibido o uso de listras verticais no terceiro uniforme, mantendo a tradição azulina.
Com essas mudanças, o Remo caminha para um futuro mais estruturado e alinhado com as demandas do futebol atual. Agora, o foco é o campo: já nesta quarta-feira, o Leão enfrenta o Cruzeiro, em Belo Horizonte, em busca de recuperação na temporada. A torcida segue firme, apoiando a transformação e acreditando no trabalho da diretoria e do time.